Uma das atrações do programa Altas Horas (Rede Globo) no último sábado foi a Orkestra Rumpilezz. Admirada com a harmonia dos ritmos, pesquisei um pouco sobre o grupo.
Foi criada em 2006 pelo maestro Letieres Leite em Salvador-BA, com a proposta de juntar à percussão de matriz baiana ao jazz moderno. Homenageando assim, o universo percussivo da Bahia.
Cinco percussionistas e quinze músicos de sopro compõem a orquestra que traz seu estilo já no nome: ‘Rumpi’ e’ Lé’, simbolizam os três atabaques do candomblé, enquanto o ZZ , o Jazz. (em especial, o formato Big Band).
É tida como uma verdadeira ruptura nas barreiras da música instrumental percussiva.
A repercussão do trabalho, é significativa. O CD de estreia lançado em 2009 (Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz) foi apontado como “vanguarda baiana” por Pedro Alexandre Sanches, da Revista Bravo!, além disso a Rumpilezz recebeu o Prêmio Medalha de Ouro Qualidade do Brasil, Prêmio Petrobrás Cultural, participou da turnê do Natura Musical, e em 2010 foi indicada em duas categorias (Melhor grupo e Revelação do Ano) do 21º Prêmio da Música Brasileira.
Grandes nomes da música já dividiram o palco com a orquestra, como Ed Motta, Armandinho Macêdo, Max de Castro, Toninho Horta e Stanley Jordan.
Sem dúvida, trata-se de um movimento pioneiro da música brasileira, que soma características de dois estilos musicais ao talento de seus instrumentistas, e merece reconhecimento.
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