29 de junho de 2011

Grupo Raízes

Fundado há 15 anos o grupo de Campina Grande tem aproximadamente trinta integrantes e em suas apresentações são tocados ritmos regionais, como côco, maracatus, e cirandas.

A formação da equipe não é a original, há um trabalho de adaptação para quem se interessa em ingressar no grupo,  compartilham  o estudo de cada dança, sua origem, seus propagadores e tudo mais que se relaciona ao estilo. Muitos de seus dançarinos vieram do teatro.

Henrique Felipe, professor de história e dançarino, conta que assistia sempre os ensaios e resolveu participar, por achar interessante e importante a proposta do grupo, que é tido como Ponto de Cultura do Governo Federal, único a receber este título na cidade.

Já se apresentaram no Festival de Caruaru-PE, e em outros países,como  Bélgica e França. Há convites para apresentação na Rússia.

Atualmente o Grupo Raízes está em sua segunda presidência, sendo Ronildo Cabral presidente e dançarino.

XXXVI Festival de Inverno de Campina Grande

  Mauro Araújo, coordenador da Mostra Popular e coreógrafo do Festival de Inverno de Campina Grande, fala sobre o  XXXVI Festival de Inverno, que será realizado nos dias 22 à 31 de Julho. Onde todos poderão assistir a apresentações de dança, música, teatro e cultura popular.

Pela manhã haverá um desfile na Rua Maciel Pinheiro, Centro, seguida da   abertura oficial em frente a Prefeitura.

 O espetáculo “A festa do Canganço” acontecerá  nos dias 23 e 24 de Julho, e será dividido em dois momentos: No primeiro, haverá um  Acampamento gigante com a participação  de 25 companhias de dança dos estados da Paraíba e Pernambuco.  E a apresentação com 400 Cangaceiros em frente ao Teatro Municipal. A entrada será em forma de procissão, a Padre Cícero Juazeiro, padroeiro dos cangaceiros, puxada por Tânia Alves. Em seguida a cantora apresentará seu show. No segundo  momento o festival irá mostrar a parte festiva do cangaço.

 De acordo com Mauro Araújo a equipe vem trabalhando há mais de 2 anos nesse projeto. E por coincidência esse ano se comemora o centenário de Maria Bonita. Haverá a participação de  96 cangaceiros para representar a dança típica do cangaço, o xaxado; e  a cantora Tânia Alves, interpretando Maria Bonita.


                                                                            

22 de junho de 2011

O calypso anima a terra do forró.

Na última segunda (20) a Banda Calypso se apresentou no palco principal do Parque do Povo. Com o ritmo característico do Pará, a banda alcançou nos últimos anos repercussão nacional e faz em média 20 shows por mês.

Em Campina Grande o grupo está sempre presente nas programações juninas. Este é um diferencial do Maior São João do Mundo, evento que além de disseminar  a cultura local, abre espaço para outros ritmos e estilos musicais mostrarem suas raízes e particularidades.

Johny, técnico de som, está na banda há onze anos, fala que o público de Campina sempre foi receptivo ao estilo e admira a festa da cidade pela riqueza cultural e inovações na estrutura do evento, que melhora a cada ano.




                       

8 de junho de 2011

'Bastidores'

Ontem, dia 07/06/2011, participei da gravação de uma reportagem sobre alguns dos lugares abertos à visitação durante os festejos juninos de Campina Grande. A rota incluiu a Vila do Artesão, Sítio São João, Parque do Povo e o Museu Luiz Gonzaga. Cada um com sua particularidade, seu charme.

Porém, este último me chamou a atenção. Um espaço pequeno, que guarda uma riqueza cultural de valor inestimável; Discografia completa, livros biográficos, fotos de momentos marcantes, como por exemplo um encontro de Luiz Gonzaga com Jackson do Pandeiro, além de objetos pessoais, como roupas, instrumentos musicais, fotos de família e a cronologia inteira da vida  do "Rei do baião".

O Museu é particular e infelizmente pouco reconhecido. Gonzaga, um ícone da música popular brasileira,  autor de músicas consagradas, tem sua vida e obra registradas ali, para quem quiser ver.

Em uma conversa descontraída, Zé Nobre, proprietário do museu ressaltou a importância de conhecer a cultura local e o quanto a região ainda é relapsa nesse sentido. 
Um Sr. simpático e despretencioso, que com empenho  fez de seu espaço um recanto de admiração e conhecimento. 



Da janela do carro eu vi a chama da cultura resistindo firme ao vento da  ignorância ...



                                                                                             Por: Patrícia Lopes